"Boemia, aqui me tens de regresso. E suplicante te peço a minha nova inscrição." Nelson Gonçalves

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Palavras em vão

Tuas palavras foram em vão?
O que eu penso se a dor leva-me a escuridão?
Tens meu coração, tens meu amor.
Então por que me traz esta dor?
Tão bela e delicada.
Mas me machuca como uma facada.

Meus pensamentos vão ao devaneio.
Ainda quero adormecer em teu seio.
Mas tuas palavras me faz sangrar.
Como posso continuar a te amar?

Se maltratas meu coração com teu rancor.
Te me dás toda esta dor.
Como posso venerar-te.
Se em ti não hei mais de confiar-te?!

Os momentos que vem agora vão.
E todas palavras parecem em vão.
Agradeço-te pelas noites maravilhosas.
Por ter sido minha joia preciosa.

Tens sido a dama com quem me deitei.
A dama que eu amei.
A ti entreguei toda minh'alma.
tentei manter a calma.

Mas machucaste-me com seu punhal de palavras.
Então deito-me no leito de solidão.
Lembrando das tuas palavras em vão.

Lembranças de Morrer


“...Eu deixo a vida como deixa o tédio 

Do deserto, o poento caminheiro, 

- Como as horas de um longo pesadelo 

Que se desfaz ao dobre de um sineiro; 

Como o desterro de minh’alma errante, 

Onde fogo insensato a consumia: 

Só levo uma saudade - é desses tempos 

Que amorosa ilusão embelecia. 

Só levo uma saudade - é dessas sombras 

Que eu sentia velar nas noites minhas. 

De ti, ó minha mãe, pobre coitada, 

Que por minha tristeza te definhas! 

Se uma lágrima as pálpebras me inunda, 

Se um suspiro nos seios treme ainda, 

É pela virgem que sonhei. que nunca 

Aos lábios me encostou a face linda! 

Só tu à mocidade sonhadora 

Do pálido poeta deste flores. 

Se viveu, foi por ti! e de esperança 

De na vida gozar de teus amores. 

Beijarei a verdade santa e nua, 

Verei cristalizar-se o sonho amigo. 

Ó minha virgem dos errantes sonhos, 

Filha do céu, eu vou amar contigo! 

Descansem o meu leito solitário 

Na floresta dos homens esquecida, 

À sombra de uma cruz, e escrevam nela: 

Foi poeta - sonhou - e amou na vida...”

Álvares de Azevedo

Meu tormento

Atormenta minh'alma e tira-me o sono.
O que fizeste é o que me mata.
Agora em pranto eu grito teu nome.
O que fizeste é o que me mata.
Seria delírio?

Em minha mente já se revela milhares de pensamentos ruins.
Mas o que fizeste é o que me mata.
Se errei, se pequei perdoe-me.
Mas o que fizeste é o que me mata.

Tuas atitudes, tuas palavras, teus jogos.
Aos poucos matam-me e fazem-me sangrar.
O que tu dirias se fosse ao contrário?
Eu caio e entrego-me em teu jogo.

Como rainha tu me devoras.
Como torre, desabo em pedaços.
E neste jogo trocamos farpas.
Mas o que posso fazer, se tu queres assim?

Entreguei-me de corpo e alma.
E amei-te como ninguém.
Como podes dizer que encontraria alguém melhor?
Sentes prazer em magoar-me?
Diga-me.

Pois tuas palavras atormentam-me.
Meu tormento é este.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Perdão

Tu podes perdoar-me?
Sei que errei, confesso fui tolo.
Mas no momento a mágoa tomava conta de mim.
Sem ti não posso viver.
Peço-te perdão.
Pois a ti entreguei meu coração.

O que faço para ter teu perdão?
Minh'alma grita teu nome.
Entre um suspiro e outro sofro de amor.
Como esquecer-te-ei se tu não deixas meu pensamento?

Cada cômodo deste aposento lembra-me ti.
Cada mensagem guardei com carinho.
O anel em meu dedo tem teu nome.
Como esquecer-te?

Como esquecer-te se a ti dei meu coração?
Tu prometestes que seria para sempre.
E dei meu voto de confiança.

Guardarei-te em meus pensamentos íntimos.
Hoje e sempre.
Mesmo que tu não me perdoes.

A poesia sem titulo

Então porque pisastes em mim?
Não tens dó?
Tua raiva e rancor separa-nos.
O que farei se estás com ressentimentos?
Não podes simplesmente perdoar-me?

Um beijo doce, e um coração ferido.
Me abandonarás?
Jamais esquecer-te-ei minha amada.
Não podes deixar-me só.

Solitário fenecerei.
Solitário não me erguerei.
O que fiz foi feito.
E agora tens rancor.

Lembrarás dos nossos momentos.
E então voltarás.
A ti não vou me declarar.
Pois será em vão.
Então ame-me.
Abrace-me.
E não te vá.

Pois este poema
não terá titulo.
Será tão secreto, quanto o amor que tivemos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sinto a chuva, sinto o vento, o frio e o medo.
Mas também posso sentir o calor, a paz, o amor e a felicidade.
São tantos sentimentos, tantas emoções.
Eu posso sentir tantas coisas, menos teu toque.
Eu posso ver as flores, o sol, a lua e o mar.
Mas não posso ver tua face angelical.
Eu também posso escutar as ondas, os passarinhos, as folhas.
Mas não escuto tua voz melódica.
Qual a graça da vida sem ter-te envolvida em meus braços?
Qual a vantagem de viver sem ser teu?
Sem ti eu apenas sinto o vazio.
Pior do que sofrer é ser algo vazio sem sentimento.
Pior que morrer é estar oco.
Sem flores ou pássaros, sem lua ou mar.
Apenas a escuridão e o vazio.
Eu simplesmente só sinto o vazio.

Carta de despedida

 Se tu soubesses do meu amor.
Se ao menos tu soubesses da minha dor.
Dei todo meu coração.
E tudo escrevi em uma canção.
Estas tão distante de mim.
Atormentado, agora mal posso sentir o perfume de um jasmim.

Sonhos e desejos.
Perdi minha vida em busca de teus beijos.
Passo minhas noites de insônia escrevendo.
Por um amor que pensei estar vivendo.
Isso é um adeus? Se for então siga teu caminho.
Pois como um poeta eu necessito de carinho.

Outros horizontes, outros tormentos.
Tudo isso é coisa de momento.
Adeus minha amada, aqui eu me despeço de ti.
Pois hei de encontrar outro caminho sem ti.
Canções e poesias foram o que restou.
Sem ti aqui estou.


Foram doces lembranças que ficarão eternamente.
Será tua bela imagem que ficará em minha mente.
A despedida causará dor.
Mas se assim for, morrerei de amor.