"Boemia, aqui me tens de regresso. E suplicante te peço a minha nova inscrição." Nelson Gonçalves

sábado, 17 de setembro de 2011

Em vão


 Entre uma dose e outra eu cometo meus erros.
Mas agora isso se torna inútil.
Entre um cigarro e outro, eu sinto a dor.
Mas agora isso se torna uma piada.
Algumas estrelas desaparecem, outras apenas ficam lá.

Entre um soneto e outro eu chamo teu nome.
Mas agora isso é apenas um desespero.
Então eu torno a tomar do veneno novamente.
E sonho com meus dias ao teu lado.

Tudo é uma grande piada. E o palhaço chora.
Então me perco nas ruas, e evito buscar meu lar.
Entre uma mancha de tinta eu busco tua voz.
Mas é tudo em vão, cartas e poesias musicam e quadros.
Tudo completamente em vão.

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