"Boemia, aqui me tens de regresso. E suplicante te peço a minha nova inscrição." Nelson Gonçalves

sábado, 17 de setembro de 2011

Poeta e moço.

Quero refletir em teu amável olhar.
Quero viver ao lado de ti e me entregar.
A quem quero enganar? Apenas a dor.
Hoje choro e sei que foi por amor.
Delirando eu sei que meu futuro é incerto.
Mas se errei foi por estar tão certo?

Tudo é confuso, e tu complicas ainda mais.
Então escrevo, mas entregar-me jamais!
Fui poeta e gozei a mocidade.
Ainda sobra em ti um pouco de bondade?
Eu sei que não consegues dizer-me a verdade.

Então levanto-me deste leito de tristeza.
E novamente encaro a vida com alguma incerteza.
Resta-me um cigarro, resta-me uma melodia.
E em outros horizontes, viverei mais um dia.
E então deixarás com que eu fique no fundo do poço.
Mesmo sendo poeta e ainda moço!

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